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Apple e Samsung: por que as vendas das gigantes da tecnologia decepcionam

16.07.2019

Apple e Samsung começaram o ano com más notícias.

As duas empresas referência em telefonia celular anunciaram, no intervalo de uma semana, que seus lucros do último trimestre de 2018 foram bem menores que o esperado.

A Samsung informou, em comunicado, que prevê um lucro operacional de US$ 9,6 bilhões para o trimestre de outubro a dezembro de 2018, quase 30% a menos do que lucrou no mesmo período do ano anterior.

A essa lucratividade menor da principal fabricante de smartphones do mundo se somam preocupações dos investidores com os resultados da Apple (terceira colocada nessa lista, atrás da chinesa Huawei), que na semana passada anunciou lucros menores no último trimestre de 2018.

O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, disse na quarta-feira que a empresa estima receitas de cerca de US$ 84 bilhões para os três meses finais de 2018, abaixo do prognóstico anterior, de no mínimo US$ 89 bilhões.

O anúncio colocou em alerta não apenas os acionistas como bolsas de valores em geral.

No mesmo dia, as ações da Apple caíram 10%, a US$ 142,19. E no intervalo de apenas quatro dias de negociações em 2019, o valor de cada ação da empresa já caiu cerca de US$ 10.

Assim como em outras empresas voltadas a bens de consumo, a temporada de festas de fim de ano costuma impulsionar as receitas entre outubro e dezembro.

Mas os prognósticos de receitas da Apple (lembrando que os resultados definitivos serão publicados em fevereiro) podem significar uma queda de quase 5% frente ao mesmo período do ano anterior e representam a primeira queda da empresa, na comparação entre trimestres iguais de diferentes anos, desde 2016.

E a situação da Samsung também não inspira muito otimismo.

A empresa sul-coreana reportou uma queda de 10% nas vendas em relação ao último trimestre de 2017.

Economia chinesa

 

Nem a Apple, nem a Samsung costumam dar explicações sobre os prognósticos de suas receitas, mas o fizeram desta vez.

A Samsung decidiu emitir um comunicado com alguns detalhes de estimativas de lucros do quarto trimestre para "aliviar a confusão" entre os investidores, uma vez que os prognósticos estavam bem abaixo das previsões do mercado.

"Esperamos que os lucros se mantenham moderados no primeiro trimestre de 2019 devido às condições difíceis para o setor de chips de memória", informou a empresa.

Analistas consultados pela agência Reuters estimam, por sua vez, que os lucros da Samsung continuarão caindo em 2019, devido à desaceleração da economia chinesa, que reduz a demanda por chips e telefones.

A Samsung encabeça o mercado mundial de smartphones, mas enfrenta a concorrência crescente de rivais chineses, como a Huawei.

Os problemas da Apple também vêm da China. Em uma carta aos investidores, o diretor da empresa apontou ao país asiático - origem de 20% de seus lucros - como a fonte de suas dificuldades.

"Embora tenhamos antecipado alguns desafios em mercados emergentes-chave, não soubemos prever a magnitude da desaceleração econômica, sobretudo na China", afirmou.

É a primeira vez em 15 anos que a fabricante do iPhone analisa seus resultados econômicos em uma carta a investidores.

 

Guerra comercial e vendas

 

Além dos problemas decorrentes da desaceleração econômica, a Apple disse que as tensões comerciais entre EUA e China também afetaram a confiança dos consumidores.

"À medida que o clima de crescente incerteza pesava nos mercados financeiros, os efeitos pareciam chegar também aos consumidores, e o trânsito em nossas lojas varejistas e a nossos parceiros na China reduziu ao longo do trimestre", escreveu Cook.

Por fim, o diretor-executivo da Apple também reconheceu que, em países desenvolvidos, menos clientes do que o esperado optaram por atualizar seus iPhones.

Fonte: G1

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