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Rádio, o veículo que mais se reinventa, segue no topo da audiência

15.02.2019

Com o avanço das novas mídias, o futuro do rádio é tido por alguns como incerto. Há alguns anos, vem se discutido a manutenção deste meio como fonte de renda para as empresas de comunicação e, também, como canal de informação, música e entretenimento. Afinal, os canais musicais on-line, podcasts e aplicativos estão cada vez mais disseminados. Mas o que faz o rádio, em 2019, ainda ser um forte veículo de massa?

O Ibope aponta que 89% da população brasileira consome esse meio de comunicação. A pesquisa foi aplicada em 13 regiões metropolitanas e traçou o perfil do ouvinte, além de seus hábitos de consumo. Uma característica forte deste veículo é a abrangência. Você pode estar sintonizado a qualquer momento e em qualquer lugar. Para se ter uma ideia, segundo o levantamento da audiência de rádio da Kantar IBOPE Media, cinquenta e dois milhões de indivíduos estão, diariamente, ligados nas programações por 4h36 em média.

O jornalista e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Márcio Guerra, afirma que o rádio nunca vai acabar. O especialista, que tem o rádio como uma de suas paixões, faz um diagnóstico das faces deste meio de comunicação. “O rádio se reinventa a cada dia, sem perder a sua essência. Sua queda se deu muito mais por conta de más gestões dos donos do que do veículo e dos radialistas e jornalistas que o fazem. O rádio continua sendo interativo, veloz, responsável, amigo, parceiro dos seus ouvintes. Os seus críticos já não encontram mais argumentos para anunciar seu fim, porque a cada mudança tecnológica ele as incorpora e se mantém firme”, enfatiza.

Da mesma forma a professora de radiojornalismo da Estácio, Tâmara Lis, acredita que o rádio ainda se mostra importante e presente no cotidiano das pessoas porque ele é, como bem disse Cyro César, a mídia da emoção. “A relação que se estabelece entre o locutor/radiojornalista e o ouvinte é de cumplicidade, companhia e confiança. Uma relação de afeto mesmo. Embora tenhamos muitos recursos para nos informar ainda faz bem ouvir a voz de outra pessoa nos contando a notícia”. Para a doutora em comunicação, o fato do rádio falar, prioritariamente, das notícias locais cria também a sensação de pertencimento, o que gera o prazer de nos ver sendo importantes o suficiente para sermos noticiados e também reconhecidos em nossas conquistas. “A comunicação pelo rádio, seja vinda de um aparelho antigo, ou via satélite, se manterá viva e forte enquanto ainda houver do outro lado do rádio gente'', destaca.

Fonte: Acessa.com

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